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Revisão extraordinária das tarifas resultará em aumento médio de 23,4%

Revisão extraordinária das tarifas resultará em aumento médio de 23,4%

Processo aprovado pela Aneel reflete aumento de custos da CDE e da compra de energia

A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) aprovou a aplicação da Revisão Tarifária Extraordinária para 58 das 63 concessionárias de distribuição de energia.  O processo vai resultar em aumento médio de 23,4% para o conjunto dos consumidores dessas empresas a partir da próxima segunda-feira, 2 de março. Os valores terão impacto diferenciado por grupos de consumidores, com efeito médio de 24,2% para os atendidos em alta tensão (Grupo A) e de 20,1% para os de baixa tensão (Grupo B), entre os quais estão os residenciais.

A RTE reflete em grande parte o aumento da cota da Conta de Desenvolvimento Energético, que será de R$ 22,057 bilhões em 2015. Ela inclui também o repasse ao consumidor do aumento dos gastos das distribuidoras com a compra de energia, com destaque para a tarifa de repasse de Itaipu, que teve aumento de 46% e representa 20% da energia comprada pelas distribuidoras das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Foi considerado ainda o impacto também do preço da energia do último leilão de ajuste.

A revisão extraordinária terá impacto diferenciado por região, pois além de terem impacto menor da CDE que o restante do país, as distribuidoras do Norte e do Nordeste não recebem energia das cotas de Itaipu. Nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, o aumento médio será de 28,7%, com 29,3% para os clientes do grupo A e 24,6% para os do grupo B. No Norte e no Nordeste, o efeito médio a ser percebido pelos consumidores será de 5,5%, com 6,6% em média na alta tensão e 4,8% em média para a baixa tensão.

Entre as empresas que não passarão por revisão está a Ampla (RJ), que terá todo o impacto do aumento tarifário incluído no reajuste anual do próximo dia 15 de março. A CEA (AP) não entrou com pedido de RTE na Aneel; enquanto Eletrobras Amazonas (AM); Eletrobras Boavista (RR) e Cerr (RR) ficaram fora da lista porque não participam do rateio dos custos da Conta de Desenvolvimento Energétco e tem impacto limitado dos custos da energia, por ainda estarem no sistema isolado.

Abaixo os reajustes médios por empresa distribuidora:

ARI-3

Fonte: G1