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Consumidor paga a conta de quem faz “gatos”

Consumidor paga a conta de quem faz “gatos”

O desperdício de energia no Brasil começa no caminho entre a fonte de geração e o consumo final. As perdas técnicas nas linhas de transmissão podem chegar a 10% em regiões mais afastadas, entretanto, os prejuízos comerciais em função de perdas não técnicas, que compreendem erros de leitura, fraudes em relógios e furtos de energia, somam mais de 27 mil Gigawatts-hora (GW-h), considerando as 61 das 63 distribuidoras que passaram pelo 2º ciclo de revisões tarifárias no período de 2007 a 2010.

O valor corresponde a R$ 8,1 bilhões ao ano. Esse montante seria suficiente, por exemplo, para abastecer anualmente os 774 municípios atendidos pela CEMIG Distribuição e as 217 cidades com fornecimento da Companhia Energética do Maranhão (CEMAR).

Segundo o gerente do departamento de distribuição da CEMIRIM, José Eduardo Vieira Quintana, as perdas totais (técnicas e não-técnicas) da CEMIRIM estão na ordem de 9%, lembrando que em 2006 este mesmo índice de perdas encontrava-se na faixa de 11%. “Por meio de investimentos em melhoria na rede de distribuição, inspeções periódicas nos medidores (relógios) e outras ações específicas, a Cemirim tem buscado a redução contínua de suas perdas”, completa o engenheiro.

Fraude X Furto
A fraude é um ato cometido por consumidor que viola o sistema de medição para obter um registro de consumo menor que seu gasto real, enquanto o furto é praticado por quem não é consumidor e se liga clandestinamente à rede para receber energia.

A região com maior índice de consumo irregular é o Norte, com índices de furtos equivalentes a 20% da energia distribuída, seguida do Sudeste, com 10%, do Nordeste, com 9%. No Centro Oeste, o percentual é de 5%, e no Sul, de 3%.

Gato por lebre
As perdas não-técnicas impactam a tarifa, pois esse prejuízo acaba sendo rateado entre os consumidores legalmente cadastrados na distribuidora, no momento do cálculo tarifário. Além de prejuízos financeiros, o furto de energia oferece ainda riscos e danos à sociedade. As ligações clandestinas costumam sobrecarregar os transformadores, que são dimensionados para atender uma determinada carga.

A sobrecarga pode ocasionar acidentes na rede elétrica, como explosões e incêndios que, além de riscos físicos à população, causando interrupções no fornecimento de várias unidades consumidoras e, consequentemente, interferindo negativamente na qualidade da energia.

O furto de energia elétrica é classificado como crime. O responsável fica sujeito a penalidades que vão desde o pagamento de multas até a detenção por até quatro anos.

Corte essa ideia!
Se você souber de alguém que furta energia no seu bairro ou na sua rua, denuncie no site da CEMIRIM (www.cemirim.com.br) ou pelo telefone 0800 772 69 95. Não é preciso se identificar. Lembre-se, somente a equipe da Cooperativa deve ter acesso ao seu relógio. Por isso, peça para ver a identificação dos colaboradores que vão à sua casa e, em caso de dúvidas, ligue para a gente.